Agência Boletim
Informação para quem vai comprar, construir ou reformar.

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O Comentarista


 

O dry wall (ou drywall)

Ainda pouco utilizado no Brasil, o sistema de construção a seco chamado dry wall, que substitui as paredes tradicionais de alvenaria por placas de gesso aparafusadas a chapas de  metal, está virando moda. Afinal, apresenta muitas vantagens: tem apenas 10% do peso da alvenaria e produz um quarto de entulho desta, além do que é montado mais rapidamente. Mas nem tudo são flores neste sistema. Dificuldades de uso em áreas molhadas, pouco isolamento acústico nas paredes sem tratamento (o que pode ser vantajoso, se você gosta de ouvir as discussões no quarto ao lado), uso exclusivamente interno. Portanto, nada de empolgação: antes de usar o dry wall (drywall), consulte um especialista na área para ver ele atende às suas expectativas.  

Em construção, o caro acaba saindo barato

Ao escolher os materiais para a construção de sua casa, pense na manutenção que ela demandará nos próximos dez anos.  Com o tempo, você só ganhará, tanto financeiramente quanto em tranquilidade,  se optar por  materiais de baixa manutenção e melhor qualidade. Ao adquirir esquadrias de alumínio, por exemplo,  em vez das de madeira, economizará em tinta, vernizes, anticupim, consertos de empenamento e apodrecimento. Escolhendo piso laminado de fórmica no lugar do de madeira, não gastará com sinteko, cera, tacos soltos, lixamento, mão-de-obra e sujeira.  E o madeiramento do telhado? Quanto poupará em consertos, troca e reposição de peças, se utilizar uma madeira como a maçaranbuba? Metais e ferragens de boa qualidade funcionam durante uma década sem dar problemas. Quanto você gastará em trocas de componentes, até aparelhos inteiros, reparos e aborrecimentos comprando aqueles bem baratinhos adquiridos numa promoção ou até em camelô? 

Economia na ponta do lápis

As lâmpadas fluorescentes compactas são realmente mais econômicas? – costumam  perguntar as pessoas. É evidente que seu uso é benéfico para o meio ambiente porque elas consomem 1/4 da energia de uma lâmpada incandescente. Mas a diferença de preço entre as duas compensará? Vejamos um exemplo prático, o das lâmpadas que deixamos acesas fora de casa para iluminar varandas, jardins e quintais. Elas costumam ficar ligadas por 12 horas seguidas a cada dia e, portanto, por 360 horas no mês. Como o quilowatt no Rio custa R$ 0,52172, as incandescentes que consomem 60w por hora, 12 horas por dia, durante um mês, gastarão R$ 11,269152. Já a fluorescente compacta consumirá no mesmo período R$ 2,817288. Nada mal!  E tem mais: as fluorescentes duram em torno de 8 vezes mais do que as comuns.

Caixa d’água vedada

Com o perigo da dengue, muita gente anda querendo trocar sua pouco higiênica caixa d’água de tampa solta pelas modernas, vedadas. Mas logo todos pensam no peso enorme daquele trambolho a ser levado para o alto da casa ou do prédio, os transtornos da instalação e seu custo. Acabam desistindo da empreitada. Mas o peso, o trabalho e o custo são muito menores do que se pensa. Veja só o peso para caixas de 500 litros: fibrocimento, 67 quilos; aço inox, 17kg, polietileno/polipropileno, 12, 1 kg. Em poucas horas, sem transtornos e sujeira, qualquer um  pode ter sua caixa nova limpinha, fechada e asseada, sem  sujeira e insetos. Para calcular qual a capacidade da sua caixa (ou duas caixas, pois às vezes é mais interessante usar 2 de 500 litros em vez de uma de 1000) utilize este critério: 200 litros por cada morador da casa. Assim, se eles forem 4, o volume será de 200 x 4 = 800 litros mais um adicional de 25%. Capacidade total: 1000 litros. 

Viva a pedra portuguesa ou abaixo a pedra portuguesa?

 

Muita gente, em especial as mulheres, detesta os calçamentos com pedras portuguesas porque eles prendem os saltos altos dos sapatos ou costumam se soltar, criando buracos onde vivemos tropeçando. O erro, porém, não está nas pedrinhas, mas na administração das cidades, que não faz a devida conservação das vias públicas. 

 

Pisos de concreto, por exemplo, que geralmente substituem as pedras portuguesas, são muito piores, um desastre técnico e estético: desgastam-se rapidamente, ficando encardidos e cheios de remendos, com perigosas rachaduras, produzindo um resultado desastroso.    

 

O mosaico português bem feito tem inúmeras vantagens: as pedrinhas podem ser reaproveitadas indefinidamente; formam belos desenhos decorativos e característicos, como os de Copacabana; podem ser repostas com facilidade após obras de reparo dos serviços públicos, sem deixar vestígios; seu rejuntamento permeável permite a absorção parcial das águas da chuva. O que estamos precisando fazer é recontratar os conceituados mestres calceteiros portugueses para reciclar os nossos profissionais com o objetivo de recuperar este tipo de calçamento que se tornou característico do Rio e que tanto os turistas admiram. Pode não parecer, mas ele é um daqueles fatores que, somados, dão este encanto que fascina os visitantes de nossa cidade.

Declaração de posse 

 

Se você for detentor de uma posse, não fique apenas esperando que se complete o tempo legal necessário para a sua legalização.  Por garantia, faça uma Declaração de Posse  e registre-a em cartório. Esta declaração não exige um formato específico, mas deverá conter seu nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, identidade, CPF, endereço residencial, tempo de ocupação do imóvel, benfeitorias nele realizadas, nomes dos vizinhos e confrontações do terreno e sua metragem. A posse pode ser legalizada caso sua ocupação for pacífica e ininterrupta, estando seu proprietário ausente por 15 anos sem manter um procurador para a administração do imóvel. Se o proprietário consentir a ocupação e esta for feita de boa-fé, são 10 anos de prazo. . Este poderá ser  reduzido para 5 anos se o posseiro tiver pago pelo imóvel, estabelecido residência nele, realizado benfeitorias ou feito investimento de interesse econômico ou social no local.

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VACINA ANTIPREJUIZO

Quando fizer sua obra, sempre que possível, procure prever modificações futuras, ampliações e melhoramentos, e deixar as bases das novas  instalações que serão implantadas. Uma alteração que interfira no sistema de  impermeabilização, por exemplo, fará com que este corra sérios riscos de ser prejudicado. Os gastos com uma edificação ao logo de 50 anos – segundo o IBI, Instituto Brasileiro de Impermeabilização – é percentualmente o seguinte: idealização, 0,2%; projeto, 0,8%; construção, 14%; uso e operação, 80%; readaptação para uso (reforma), 5%. Usar e manter um imóvel, portanto, é bem mais caro do que construí-lo. 

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Melhoramentos

 

Como estamos numa temporada de construção e reformas com base na estabilização dos preços dos materiais, e o revestimento é um dos objetivos mais visados, passamos algumas dicas para a escolha dos materiais mais comuns utilizados neste trabalho.

Tinta - Prefira o látex acrílico. E a repintura deverá ser feita a cada dois anos. Escolha a cor e guarde a fórmula para repinturas posteriores, se quiser repeti-la. Antes da pintura, use fundo preparador ou selador para obter  um melhor resultado. Entre cada demão de tinta, aguarde pelo menos seis horas.

Cerâmica – Escolha as peças que tenham baixa absorção de água. As paredes, antes de receberem a argamassa colante, deverão estar emboçadas, desempenadas e chapiscadas. O rejunte recomendado é o flexível.

Pedra – As pedras decorativas deverão se assentadas sobre massa grossa (2,5cm de espessura). Prefira para seu assentamento  argamassa colante e rejunte com epóxi ou outro material que evite infiltração de água. Depois realize a limpeza com jatos d´água, podendo ser necessário utilizar cloro em alguns casos. Depois de seca, a superfície deverá receber um tratamento com resinas ou hidrofugantes.

CALÇADAS VALORIZAM IMÓVEIS  

Em futuro próximo a Prefeitura deverá exigir dos proprietários das casas, terrenos, condomínios e edifícios da cidade que mantenham em bom estado os seus passeios.  É evidente que será dado um bom prazo para a execução das obras de construção ou conserto. Tem havido muitos acidentes devido à precariedade dos pisos das calçadas, cuja manutenção muitos pensam ser da prefeitura, mas que, na realidade, cabe aos proprietários do lote em frente, ficando para o  município apenas a responsabilidade da fiscalizar sua conservação.  Uma pessoa acidentada, se desejar, poderá processar os donos do imóvel cuja calçada lhe tenha provocado algum dano físico. Como todos sabemos, é melhor prevenir do que remediar, e assim vamos dar aqui algumas dicas para você fazer sua calçada. 

A mais barata, sem dúvida, é o cimentado simples. Para sua confecção, coloque ripas de madeira a cada 1,5 metro no sentido transversal do passeio. Elas servirão como juntas de dilatação para evitar rachaduras. Se este passeio tiver mais do que 1,5 de largura, disponha uma ou mais destas juntas de madeira também no sentido longitudinal, sempre coincidentes. O caimento mínimo será de 1% (um centímetro por metro). O cimentado deverá ser mantido áspero para evitar escorregões nos dias de chuva. Se quiser dar um acabamento melhor, use corantes no concreto. Preferindo caprichar um pouco mais, você poderá utilizar blocos, de preferência intertravados de menor espessura destinados a pedestres.  Deixe os espaços para canteiros, se desejar. Se sua saúde financeira for ótima, a calçada poderá acompanhar o estilo de sua casa e do calçamento interno, com a utilização de materiais mais sofisticados: granito, cerâmica hidráulica, pedras decorativas etc. Melhor ainda, no caso de loja, poderá apresentar desenhos que promovam seu estabelecimento. 

Para a confecção do passeio mais econômico, comece por molhar e compactar o solo. Depois faça um contrapiso de no mínimo 3cm de concreto magro. A seguir, construa o piso propriamente dito, com 5 cm de espessura na área para pedestres e 7 na entrada da garagem.  

O traço (mistura) será o seguinte:

Contrapiso - um saco de cimento, 8 latas de areia e 11 de pedra e duas de água. Este concreto será suficiente para produzir 8m2 de contrapiso.

Piso - Um saco de cimento, 4 latas de areia, 6 de pedra e 1,5 de água. Será o suficiente para 5 m2 de piso. Mantenha a umidade do concreto molhando regularmente a calçada recém feita durante a primeira semana. Antes de colocar o contrapiso, umedeça o solo.

 


 

 




 

 

CALÇADAS VALORIZAM IMÓVEIS  

Em futuro próximo a Prefeitura deverá exigir dos proprietários das casas, terrenos, condomínios e edifícios da cidade que mantenham em bom estado os seus passeios.  É evidente que será dado um bom prazo para a execução das obras de construção ou conserto. Tem havido muitos acidentes devido à precariedade dos pisos das calçadas, cuja manutenção muitos pensam ser da prefeitura, mas que, na realidade, cabe aos proprietários do lote em frente, ficando para o  município apenas a responsabilidade da fiscalizar sua conservação.  Uma pessoa acidentada, se desejar, poderá processar os donos do imóvel cuja calçada lhe tenha provocado algum dano físico. Como todos sabemos, é melhor prevenir do que remediar, e assim vamos dar aqui algumas dicas para você fazer sua calçada. 

A mais barata, sem dúvida, é o cimentado simples. Para sua confecção, coloque ripas de madeira a cada 1,5 metro no sentido transversal do passeio. Elas servirão como juntas de dilatação para evitar rachaduras. Se este passeio tiver mais do que 1,5 de largura, disponha uma ou mais destas juntas de madeira também no sentido longitudinal, sempre coincidentes. O caimento mínimo será de 1% (um centímetro por metro). O cimentado deverá ser mantido áspero para evitar escorregões nos dias de chuva. Se quiser dar um acabamento melhor, use corantes no concreto. Preferindo caprichar um pouco mais, você poderá utilizar blocos, de preferência intertravados de menor espessura destinados a pedestres.  Deixe os espaços para canteiros, se desejar. Se sua saúde financeira for ótima, a calçada poderá acompanhar o estilo de sua casa e do calçamento interno, com a utilização de materiais mais sofisticados: granito, cerâmica hidráulica, pedras decorativas etc. Melhor ainda, no caso de loja, poderá apresentar desenhos que promovam seu estabelecimento. 

Para a confecção do passeio mais econômico, comece por molhar e compactar o solo. Depois faça um contrapiso de no mínimo 3cm de concreto magro. A seguir, construa o piso propriamente dito, com 5 cm de espessura na área para pedestres e 7 na entrada da garagem.  

O traço (mistura) será o seguinte:

Contrapiso - um saco de cimento, 8 latas de areia e 11 de pedra e duas de água. Este concreto será suficiente para produzir 8m2 de contrapiso.

Piso - Um saco de cimento, 4 latas de areia, 6 de pedra e 1,5 de água. Será o suficiente para 5 m2 de piso. Mantenha a umidade do concreto molhando regularmente a calçada recém feita durante a primeira semana. Antes de colocar o contrapiso, umedeça o solo.

RIO 2016 – Sejam todos bem-vindos!

 

Diversos cidadãos estão contra a realização da Olimpíada de 2016 no Rio, alegando que teríamos outras prioridades, como o restabelecimento da segurança pública e melhoramentos nas áreas de  habitação, transporte, saúde e saneamento para efetuar. Não é preciso ser muito brilhante para perceber que um acontecimento de tal porte na cidade ajudará, e bastante, na execução destas benfeitorias.  Muito terá que ser investido em infraestrutura no Rio para este evento, inclusive por exigência do Comitê Olímpico Internacional, o que não aconteceria sem os Jogos. E, sobretudo, haverá benefícios imediatos. Sydney, após receber os últimos Jogos, além de obter um grande lucro direto, viu aumentar extraordinariamente o fluxo de turistas e investimentos, não só para a sua região, mas para toda a Austrália. A vocação natural do Rio é o turismo, que depende muito de divulgação, e uma olimpíada atrai os olhares do mundo para o local onde ela se realiza. Para se ter uma idéia dos benefícios que uma olimpíada trará para a atividade turística carioca, que tende a ser a base de nossa economia, basta dizer que, sendo escolhida a capital fluminense como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, haverá  a duplicação  de nossa rede hoteleira em poucos anos e teremos vários complexos de diversão, entretenimento e serviços diversos sendo aqui instalados, representando um grande fluxo de investimentos. Sem falar da aceleração da expansão do metrô e da despoluição da Baía, por exemplo. O que isto representará em benefícios sociais para todos nós? E parabéns para todos os que participaram da organização da recepção aos membros do COI que nos visitaram: ela foi bem organizada e calorosa, sem muita formalidade, tudo dentro do tradicional espírito carioca.

HABITAÇÃO X BUROCRACIA

Não bastam boas intenções para resolver problemas. O Governo Federal anuncia a construção de casas em número de 800 mil a um milhão de unidades. Ótimo. Mas como isto será feito? Em 2006 tínhamos um déficit de moradias no país em torno de oito milhões de unidades (4,5 milhões devido à coabitação e 3,5 milhões representados por cortiços e moradias precárias ou improvisadas). Se tratarmos com mais rigor fatores como baixa qualidade da construção, edificações em zonas inundáveis, áreas de risco e de proteção ambiental, e a deficiência de infraestrutura de serviços nos locais onde as habitações se encontram, este número chegará a 12 milhões.

 

No Rio, por exemplo, o Favela-Bairro, para dar certo, terá que ser inteiramente reformulado. A ocupação irregular do solo da cidade chegou a tal ponto que somente um projeto radical poderá resolver a situação. As favelas cariocas têm problemas básicos irremediáveis, como a construção maciça em encostas, que faz carrear para a cidade montanhas de detritos a cada chuva, cobrindo ruas, entupindo dutos, poluindo praias, afugentando visitantes. Antes daa ocupação das encostas, as enxurradas que desciam dos morros eram de águas limpas que corriam e escoavam rapidamente. Hoje são lama e lixo que se acumulam nas vias e praças dos bairros. Situações como esta tornam inúteis  investimentos maiores, como os realizados na construção de cinturões e grandes galerias.  

 

Além disto, a quase totalidade dos moradores das amenamente chamadas “comunidades” alcançadas pelo Favela-Bairro continuarão sem cidadania, não dispondo de endereço, escalando ou descendo montanhas enlameadas para ir trabalhar ou estudar, prejudicando as concessionárias de água e energia, não tendo acesso a serviços públicos básicos e atendimentos de emergência. E a desordem social nessas áreas torna impraticável qualquer ação pública, especialmente na área de segurança. Sem controle, a cada momento nasce mais uma favela. Por isto o número das “comunidades” cresceu 50% nos últimos anos. E não adiantam paliativos como o  Favela Bairro.  Ou se tomam providências urgentes, concretas e eficazes, que levem moradias dignas a todos os habitantes carentes de nossa cidade, com loteamentos em áreas planas dotados de  infraestrutura completa, ou veremos o Rio de Janeiro acabado em pouco tempo, transformado numa cidade-favela. E não é por falta de motivo que milhares de empresários abandonaram o Rio de Janeiro, como demonstra o caso clássico da Av. Brasil, antes repleta de empresas, e que agora mais parece um cemitério de galpões abandonados. E ainda há os danos para o turismo, atividade que poderia enriquecer nossa cidade.

 

Dificuldades como esta não se resolvem de uma hora para outra nem com improvisos. Para o Rio e outros centros urbanos que têm favelas, hoje só resta uma solução séria e definitiva para fazê-las desaparecer dos mapas das cidades:  estender as ruas dos bairros que servem a estas comunidades até onde estas possam ir dentro das normas das prefeituras sem grandes obras de contenção. Nestes locais seriam construídos apartamentos e casas para os antigos moradores. A entrada para estas áreas urbanizadas não se faria junto ao morro ou local onde elas se encontrem, mas na primeira esquina das quadras da rua que lhe deem acesso, com as quais formariam um condomínio fechado, o que impediria novas edificações na área. Os espaços verdes remanescentes se incorporariam a estes condomínios para desfrute de seus moradores, que por isto se esmerariam em preservá-los.

 


Nós e o Arco Metropolitano

- E o que a gente tem a ver com isto? – é o que sempre ouvimos alguém dizer quando falamos de grandes obras públicas, principalmente quando elas são distantes e estão aparentemente fora de nosso dia-a-dia. É o caso do Arco Metropolitando do Rio de Janeiro, o anel que contornará a capital fluminense e ligará o porto de Itaguaí a Itaboraí, servindo a Magé, Guapirim, Duque de Caxias, Japeri, Nova Iguaçu e Seropédica. Esta extraordinária obra rodoviária com 145km de extensão influenciará significativamente nossas vidas. Vai desafogar a Ponte Rio-Niterói e a Avenida Brasil; está criando 310 mil empregos diretos e indiretos, o que contribuirá para a redução da criminalidade; atrairá a população trabalhadora para a periferia do Rio, inclusive criando novas ocupações para os jovens que estão chegando ao mercado de trabalho (serão mais noventa escolas técnicas a ser instaladas), todos procurando se estabelecer nas proximidades do local onde exercerão suas atividades, o que reduzirá a  pressão populacional sobre as favelas, facilitando a solução deste problema social do Rio; atrairá novas empresas, além das gigantes que já se estão instalando nas redondezas do novo porto de Itaguaí, produzindo ainda mais oportunidades de progresso para todos em nosso estado.  Enfim, o Arco Metropolitano é tudo de bom.

RIO DISNEY

 

Estamos vivendo uma rara oportunidade de tornar o Rio um grande centro mundial de turismo receptivo graças à realização da Copa do Mundo do Brasil, a possibilidade de uma Olimpíada também acontecer aqui, além de acontecimentos no exterior que colaboram para a realização do projeto, como a  insegurança que as tsunamis e o terrorismo trouxeram para outras regiões aprazíveis do planeta.  O que a Agência Boletim propõe principalmente é que se crie no Estado do Rio de Janeiro uma Disney tropical,  a RIO DISNEY. 

 

As vantagens deste projeto nem é preciso citar: enorme capacidade de produzir divisas com rapidez e sem poluição; geração de centenas de milhares de empregos diretos e indiretos antes, durante e depois da instalação do complexo; "boom" na hotelaria e na construção civil;  divulgação do País no exterior; irradiação das visitas a todas as demais regiões do país e a  consolidação do Brasil, e do Rio em particular, como destino turístico;  reversão do fluxo de divisas no setor de turismo; revigoramento das festas populares e das atividades e eventos relacionados ao turismo, como Carnaval, réveillon,  comércio,  moda, joalheria, artes, música, esportes e gastronomia.

 

Para os empreendedores seria excelente ter um Disneyworld tropical, localizado em outro hemisfério,  aproveitando a inversão das estações, já que quando no Brasil é verão, Estados Unidos, Europa e Japão, os maiores emissores de turistas, vivem o inverno.  E já teríamos até o personagem símbolo do parque, o internacional Zé Carioca. Quer dizer, um empreendimento fadado ao sucesso.

Por razões técnicas, a melhor localização deste complexo seria, sem dúvida, as proximidades de Cabo Frio, região de  baixa pluviosidade, com  aeroporto alfandegado, clima ameno, acesso rodoviário fácil (depois de concluida a duplicação da Amaral Peixoto), proximidade de portos  (Rio de Janeiro e Arraial do Cabo), facilidade de acesso aos turistas oriundos dos países da América do Sul e demais estados brasileiros, mercado garantido, ambiente de grande beleza, céu claro, praias e lagoas.


 

PADRÕES DE CONSTRUÇÃO: ALTO E LUXO.

A respeito da diferença entre os padrões alto e luxo utilizados em nossas tabelas de valores do metro2 construído, desejamos fazer alguns esclarecimentos sobre o critério que empregamos para defini-los. Na realidade, não pode haver um padrão exato de luxo, tendo em vista que este conceito é muito elástico, pois ele se define pela qualidade do material utilizado, - especialmente no acabamento -, especialização da mão-de-obra empregada, qualidade e quantidade dos equipamentos existentes.

 

Num revestimento luxuoso, por exemplo, tanto podem ser utilizadas placas de mármore de Carrara a R$ 250,00 o metro quanto pastilhas esmaltadas em ouro e platina a R$ 2000,00. E há variáveis, como dimensionamento e qualidade dos equipamentos de copa e cozinha, climatização, nível de automatização, quantidade dos painéis de vidro temperado e laminados utilizados, equipamentos como ofurôs e home-theaters, projetos especiais de iluminação, instalações de segurança, monta-cargas, elevadores etc. Mas, na maioria dos casos, apenas uma pequena quantidade destes requintes são empregados num só projeto. Nós optamos por tomar por base algo que poderíamos chamar de luxo mínimo, aquele que é empregado na maioria dos casos. Anualmente, analisamos alguns projetos de moradias de luxo e verificamos quanto, em termos percentuais, eles variam em relação aos de padrão alto e o resultado aplicamos em nossas tabelas.

 

 

COMPRA DE IMÓVEL X CHUVAS

Estamos vendo cada vez mais as inundações chegarem a locais onde estas jamais ocorreram. Esse fenômeno ocorre porque onde havia cobertura vegetal, agora existem construções e ruas asfaltadas. As águas das chuvas não são mais absorvidas ou retidas pela vegetação e escorrem em velocidade e quantidade muito superiores às de antes.  Os sistemas de esgotamento não foram dimensionados para tal volume e transbordam, sem contar que há o assoreamento de rios e canais devido às erosões nas encostas e a deposição de lixo nas ruas mais altas. As soluções para esses problemas estão, evidentemente, nas mãos das autoridades. Só resta, então, ao comprador de um imóvel, estudar sua localização para não se arriscar a ficar com água pelo pescoço em sua nova casa durante algum temporal. A princípio, o adquirente de um imóvel deve dar preferência aos chamados bairros altos que têm cotas superiores às dos adjacentes. Ele deve consultar também a vizinhança para saber o que acontece no local em dias de chuvas fortes. Deverão ainda ser evitadas a proximidade de morros ou elevações e localidades que dependam da dragagem de rios e canais para o escoamento adequado das águas  pluviais.


 

 

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